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Assinatura · Arquitetura · São Paulo

Israel Rewin

Mais de oitocentos empreendimentos em três décadas de São Paulo: o arquiteto que desenhou uma fatia inteira do alto padrão da cidade sem nunca virar assunto de revista.

Quem é

Israel Rewin é arquiteto brasileiro com atuação contínua no mercado paulistano desde os anos 1980. Em sua última apresentação pública, o escritório declarava mais de trinta anos de estrada e mais de oitocentos empreendimentos projetados — edifícios residenciais e comerciais, flats, lofts, condomínios horizontais e arquitetura de interiores. O escritório funcionou por muitos anos na Avenida Angélica, na Consolação, e não mantém mais site no ar; a obra sobrevive nos prédios e nos registros de licenciamento da cidade.

É um nome de construtor, não de vitrine: a lista de clientes reúne Cyrela Brazil Realty, Gafisa, Birmann, Convex Engenharia, MC Construtora, Construtora Elias Victor Nigri, Construtora Paulo Mauro, Moraes Sampaio, Toledo Ferrari e Fraiha, entre outras. Em bairros como Perdizes, Santa Cecília e Higienópolis, a assinatura se repete de quarteirão em quarteirão.

Linguagem

  • Estilo: propostas racionais e tecnológicas que buscam, nas palavras do próprio escritório, “o resgate da pureza das linhas clássicas ou contemporâneas, num jogo de volumes, com expressivo apelo escultórico” — a intenção declarada é que cada prédio permita leituras diferentes conforme o ponto de vista, como uma obra em movimento.
  • Repertório: torre única de poucas unidades por andar, metragens generosas, lazer completo em terreno de rua e três subsolos de garagem quando o lote permite. É o vocabulário do edifício residencial de bairro consolidado, feito para família formada.
  • Nomes: a produção adota com frequência a nomenclatura afrancesada e italianizante do alto padrão paulistano dos anos 1990 e 2000 — Palais, Chateau, Villa, Piazza.

Obras-ícone

  • Lincoln Garden, em Perdizes — dezoito pavimentos, dois apartamentos por andar, três subsolos.
  • Sabel Pacaembu, em Perdizes — vinte e duas unidades em vinte e quatro pavimentos, uma por andar.
  • Barão do Tietê, em Cerqueira César — em coautoria com Flora Cukierkorn, sobre quatro lotes unificados da Alameda Tietê.
  • Palais Imperial (Convex Engenharia) e The Parliament (Cyrela Brazil Realty), São Paulo.
  • Meliá Confort Iguatemi (Gafisa), São Paulo.
  • Espaço Tangará (Birmann), São Paulo.
  • Dorchester, Paradiso, Chateau de Montigny, Villa Fiordaliso e Coral Bay (Construtora Elias Victor Nigri), São Paulo.
  • Verandá, Edifício Atria, Edifício Paralele, MontParc e L’Espace (Construtora Paulo Mauro), São Paulo.
  • Belle Vue, Long Champ, Acqua Bianca e Piazza del Sole (MC Construtora), São Paulo.

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