
Bairro · São Paulo/SP
Sumaré
Bairro-jardim na cota mais alta do centro expandido, com nome de orquídea e horizonte feito de torres de TV: o Sumaré é de onde São Paulo transmite.
A narrativa do bairro
O Sumaré é resultado do loteamento da Sociedade Paulista de Terrenos e Construções Sumaré Ltda., desenhado como bairro-jardim — traçado viário tortuoso, alta proporção de área verde e solo permeável — sobre o Espigão da Paulista, uma das cotas mais altas da cidade. O nome vem de uma orquídea, a Cyrtopodium punctatum, o sumaré. E foi a altitude que deu ao bairro a sua paisagem mais reconhecível: as torres de transmissão. A Torre Cultura, na Avenida Doutor Arnaldo, tem 159 metros, foi inaugurada em 1992 e leva no ar onze canais de televisão mais uma rádio; a Torre Assis Chateaubriand, começada pela Rede Tupi e concluída pelo SBT em 1982, tem 160 metros e um restaurante panorâmico a noventa; e a Torre Bruxelas, a mais alta do bairro, foi erguida entre 1982 e 1983 para a Rede Manchete com projeto de Oscar Niemeyer, e hoje serve à RedeTV!.
O outro traço estruturante é a Avenida Sumaré, que não é rua de bairro: é fundo de vale. Prestes Maia retomou o projeto em 1961 e canalizou 3,4 quilômetros do Córrego Sumaré; a pavimentação começou em 1965, com duas pistas e um canteiro central de dez a catorze metros de largura. Esse canteiro é a pista de corrida e de bicicleta que o bairro usa até hoje — corre-se exatamente por cima do córrego enterrado. A Linha 2-Verde chegou em 1998 com a Estação Sumaré, projeto de Wilson Bracetti: uma estação suspensa sob o viaduto da Doutor Arnaldo, sobre o vale da Avenida Paulo VI, com painéis de vidro de Alex Flemming e vista para a Serra da Cantareira de um lado e para os prédios da Faria Lima do outro. Em 2005 ela foi rebatizada de Santuário Nossa Senhora de Fátima-Sumaré, por causa do santuário da colônia portuguesa que fica a algumas centenas de metros.
Bairro pequeno, de traçado curvo e lotes de casa. As poucas torres com terreno de verdade nasceram de remembramento — juntar meia dúzia de casas para formar um lote só — e não há estoque para repetir a operação; o adensamento ficou nos eixos, e o miolo continua o que sempre foi.
Sumaré: rua sinuosa, casa de arquiteto e a cota mais alta do centro expandido. O bairro que a cidade inteira vê todo dia sem saber — as torres da TV são daqui.
O entorno
- Clubes: o bairro não tem clube próprio; a vida esportiva do entorno gravita em torno do Allianz Parque e da Sociedade Esportiva Palmeiras, na divisa com Perdizes.
- Escolas: a PUC-SP, no campus Monte Alegre, e os colégios tradicionais de Perdizes e Pinheiros — o Colégio Santa Marcelina, o Colégio Oswald de Andrade e o Célia Helena Teatro Escola estão todos a poucos minutos.
- Gastronomia e lifestyle: bairro residencial, resolve a mesa nos vizinhos — Perdizes de um lado, Vila Madalena do outro; o Sesc Pompeia e os shoppings do eixo da Sumaré ficam a minutos, e o Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, na Doutor Arnaldo, é ponto de encontro da colônia portuguesa, sobretudo em maio.
- Parques: o Parque Zilda Natel, na Doutor Arnaldo, feito sobre o antigo canteiro de obras da estação do metrô; o canteiro central da Avenida Sumaré, hoje faixa compartilhada de 2,7 km para corrida e bicicleta; e o Parque da Água Branca, descendo a avenida.
No acervo Fragata
Um endereço deste bairro está no acervo, com a ficha completa. A curadoria segue mapeando os demais.


